Estudante do IFB tira nota 980 na redação do Enem
O egresso Emmanuel Lima Mendes, de 19 anos, alcançou 980 pontos na redação do Enem. Ele concluiu, em 2024, o curso Técnico em Eventos Integrado ao Ensino Médio no IFB Campus Brasília e pretende cursar Economia na Universidade de Brasília (UnB).
Segundo Emmanuel, a preparação foi baseada em prática constante e compreensão da estrutura do texto dissertativo-argumentativo. “Eu me preparei treinando a escrita de redações com bastante atenção à forma como eu construía os argumentos. Em vez de decorar modelos prontos, procurei entender como fazer a relação entre o tema e o repertório de maneira natural. Também revisei bastantes aspectos gramaticais e conectivos, porque sabia que isso faria diferença na nota final. Minha estratégia foi transformar a estrutura da redação em algo automático, para que, no dia da prova, eu pudesse focar mais no conteúdo”, explicou.
Ele destaca que o IFB teve papel importante nesse processo. “O IFB teve um papel fundamental na minha formação, principalmente por me incentivar a manter uma prática constante de escrita. O professor Wellington Souto Pereira propunha temas de redação semanalmente, o que possibilitou um treino contínuo e direcionado para o Enem. Esse método fez toda a diferença no meu aprendizado e na minha preparação”, relatou.
O resultado também surpreendeu o estudante. “Fiquei muito surpreso. Não esperava alcançar uma nota tão alta. Ao sair da prova, tive a sensação de que não havia me dedicado à redação tanto quanto gostaria. Ver o 980 foi extremamente gratificante e recompensador. Senti muito orgulho do meu desempenho, e pensar que cheguei tão perto da nota máxima é algo motivador”, afirmou.
Para o professor Wellington Souto Pereira, a redação do Enem avalia cinco competências que precisam ser trabalhadas de forma sistemática. “Elas envolvem o domínio da norma-padrão da língua portuguesa; a compreensão do tema e o desenvolvimento do texto dissertativo-argumentativo com repertório sociocultural pertinente; a organização das ideias e a construção da argumentação; o uso adequado dos mecanismos de coesão e coerência; e a elaboração de uma proposta de intervenção que respeite os Direitos Humanos”, explicou.
O professor também comentou sobre a trajetória do aluno durante o curso. “O Emmanuel sempre foi muito dedicado. Eu postava no Nead toda semana uma proposta de produção textual, e ele escreveu todas as redações. Era nítido o aprimoramento contínuo da escrita dele. Destacou-se tanto que se tornou monitor de Português no terceiro ano do ensino médio. Esses 980 pontos me deixam muito feliz, mas não me surpreendem”, relatou.

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